"Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro, o louvor e a honra, a glória e o poder para sempre". - Ap 5,13  
 

"SÍNTESE DO DOCUMENTO DE APARECIDA"

 

Dom Paulo Mendes Peixoto

Bispo de São josé do Rio Preto

 

Introdução

 

·        O Documento é expressão de comunhão das Igrejas Particulares da América Latina.

·        Teve a afirmação de Bento XVI, com sua presença e abertura.

·        A Conferência foi acompanhada pela oração de todo o povo.

·        Constata-se a presença da Semente do Verbo na América Latina.

·        A Igreja da AL tem experimentado luzes e sombras na caminhada.

·        O Continente é um verdadeiro dom de Deus.

·        A marca da fé em Deus, principalmente católica, é muito profunda.

·        Esta Conferência é continuidade das outras passadas.

·        A América Latina vive novo período de história.

·        Trata-se de confirmar, renovar e revitalizar o Evangelho.

·        Os homens e mulheres devem encarnar o novo.

·        A mediocridade da cultura vem esvaziando o conteúdo da fé.

·        Temos que revitalizar o nosso modo de ser católico.

·        Corremos riscos, mas temos que fazer o nosso caminho.

·        O que deve nos definir é o amor recebido do Pai.

·        Temos que mostrar a capacidade da Igreja.

·        Bento XVI convoca-nos para renovar nossa esperança.

·        O caminho deve ser de alegria e confiança.

·        Para isto, temos que conhecer Jesus Cristo, ser discípulos.

 

I PARTE - Vida do nosso povo hoje

 

·        Uso do método ver, julgar e agir.

·        O Documento procura ver a realidade com os olhos da fé.

·        Confere com a Palavra de Deus, isto é, julga.

·        Projeta um agir como discípulos e missionários.

 

CAP I - Os discípulos e missionários

 

·        O caminho da Igreja é de luzes e sombras.

·        Somos atraídos pela Palavra de Jesus.

·        Ele é o caminho a verdade e a vida. Amou a cada um de nós.

·        Fez de nós colaboradores seus.

·        Sua ação teve culminância na Eucaristia.

·        Na fé, solidariedade e alegria a Igreja se torna samaritana.

·        Quando criou, Deus viu que tudo era bom.

·        Na Páscoa, Cristo recriou as pessoas.

·        Ele continua perto das pessoas para as libertar.

·        Foi servidor e obediente por vocação.

 

CAP II - Olhar dos discípulos e missionários sobre a realidade

 

·        A realidade é de grandes mudanças.

·        Elas têm alcances globais: fenômeno da globalização.

·        A história se acelerou e as mudanças são grandes.

·        As conseqüências são enormes e afetam a vida do povo.

·        No contexto social, a realidade ficou sem brilho e complexa.

·        Muitas feridas foram surgindo, frustrações, angústias etc.

·        Aparecem crises de sentido, afetando o lado religioso.

·        Os MCS agora apresentam fantasias, distrações.

·        As tradições culturais vão desaparecendo.

·        A experiência religiosa agora é de transmissão difícil.

·        Surge a ideologia de gênero, escolha da orientação sexual.

·        O recomeço tem que ser a partir de Cristo.

·        Reconhecer Deus para reconhecer a realidade.

·        É o tempo da diversidade na religiosidade.

·        Vivemos uma mudança de época.

·        Quem exclui Deus, falsifica a realidade.

·        O individualismo enfraquece os vínculos.

·        Fica de lado a preocupação com o bem comum.

·        Valoriza-se o sentido da estética.

·        O nível é massivo e de imposição cultural.

·        As relações humanas são objeto de consumo.

·        Afirmação dos direitos individuais e subjetivos.

·        Isto prejudica a dignidade de todos.

·        Surgem múltiplas formas de violência.

·        Os papéis tradicionais são modificados.

·        O mercado e a publicidade levam ao imediatismo.

·        O mundo se transforma em imaginário e o futuro, incerto.

·        Há também uma busca do significado da vida.

·        Trata-se da afirmação da liberdade pessoal.

·        Vê-se que o testemunho é chave para a fé.

·        Há uma diversidade e riqueza cultural.

·        A cultura urbana é mutável e dinâmica.

·        A suburbana é fruto de migrações.

·        Vivemos o risco das grandes metrópoles.

·        A economia se sobrepõe sobre as outras dimensões.

·        Ela regula as relações humanas.

·        Em vista do lucro, estimula a concorrência.

·        Concentram-se poder e riqueza.

·        A conseqüência é o sintoma da vulnerabilidade.

·        Somos chamados à globalização da solidariedade.

·        Com isto, contemplar os rostos dos que sofrem.

·        São os excluídos, os explorados e os descartáveis.

·        A globalização cria o livre comércio entre os países.

·        Chegam a permitir direitos de patentes.

·        Até os países se tornam limitados no poder.

·        Há um sistema financeiro que concentra renda.

·        É alarmante o nível de corrupção.

·        Vinculado ao narcotráfico e ao narconegócio.

·        Gera desemprego, latifúndio e mobilidade humana.

·        Exploração no trabalho e escravidão.

·        Constata-se também um certo progresso democrático.

·        Avança a regressão autoritária neopopulista.

·        Facilita ditadura e traição ao povo.

·        Há maior espaço de participação política.

·        Há também risco na perda de credibilidade pública.

·        Aumenta a desconfiança do povo e desencanto pela política.

·        Há crescente desejo de integração regional, globalizando a justiça.

·        Temos as maiores biodiversidades e uma rica sociodiversidade.

·        Povos tradicionais são excluídos e a natureza agredida.

·        A terra está sendo depredada e a água mercantilizada.

·        Nossa sociedade é pluriétnica, pluricultural e plurirreligiosa.

·        Indígenas e afro-americanos são levados à marginalização.

·        A migração forçada tem contribuído para mudanças profundas.

·        É preciso promover vocações indígenas e africanas.

·        A Igreja continua ocupando instâncias de confiança e credibilidade.

·        Cresce o esforço de renovação pastoral nas paróquias.

·        Muitas pastorais sociais e pastoral de conjunto.

·        Crescem também certos ritualismos e espiritualidade individualista.

·        Escassez de vocações e de espírito missionário.

 

II PARTE - A vida de Jesus Cristo nos discípulos missionários

 

CAP III - A alegria de ser discípulos missionários para anunciar o Evangelho

 

·        A fé em Jesus é a porta de entrada para a vida. É preciso escutá-Lo.

·        A pessoa tem uma dignidade que tem que ser defendida.

·        Louvamos a Deus por isto, reconhecendo os nossos pecados.

·        Esse direito deve ser sempre reafirmado.

·        Temos que lutar contra as formas de desprezo da vida.

·        Defender a natureza como abrigo das pessoas.

·        A família é um valor, patrimônio da humanidade.

·        Ela é escola de fé e de valores essenciais.

·        Ela precisa ser Igreja doméstica, mesmo com feridas.

·        O trabalho é dimensão fundamental para as pessoas.

·        É caminho de santificação, mesmo desvalorizando o domingo.

·        A ciência e a técnica não dão respostas para os desafios.

·        O destino dos bens exige solidariedade com as gerações.

·        Temos que despertar a nossa esperança. A Igreja é caminho de vitalidade para todos.

·        A fonte de vigor vem da Eucaristia.

 

CAP IV - A vocação dos discípulos missionários à santidade

 

·        Criar comunhão com Jesus Cristo, Deus vivo. Jesus é alguém e não algo sem vida.

·        O vínculo com ele deve ser como o da videira. Jesus faz dos discípulos seus familiares.

·        Deu a eles capacidade de serem filhos de Deus.

·        Devemos entrar na dinâmica do bom samaritano.

·        Cada cristão é chamado pelo nome para dizer sim.

·        Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Tudo isto passa pela comunidade Igreja.

·        O perfil é o dos bem-aventurados do Reino.

·        O destino do Reino é o mesmo de Jesus: a cruz.

·        Maria foi modelo determinado de sim.

·        Muitos cristãos buscam ser semelhantes ao Senhor.

·        Com a ressurreição Jesus inaugura o Reino.

·        Isto deve provocar o ímpeto de evangelizar.

·        A opção deve ter como preferência os pobres.

·        Jesus convida a todos para o seguimento.

·        Não pode ser atitude de fuga, caindo no intimismo ou individualismo.

·        A ação deve ser fruto de profundas irrupções do Espírito.

·        Isto faz surgir missionários decididos e valentes.

 

CAP V - A comunhão dos discípulos missionários na Igreja

 

·        Jesus quer falar-nos ao coração na comunhão com o Pai.

·        Ele nos convoca para comunidades concretas.

·        A fonte na Eucaristia faz da Igreja casa e escola de comunhão.

·        Igreja que caminha não por proselitismo, mas por atração.

·        Ela é seguidora de Jesus Cristo e servidora da humanidade.

·        A comunhão é missionária e a missão é para a comunhão.

·        A salvação não é isolada. Por isto Deus formou um povo.

·        Assim a experiência de fé é vivida numa Igreja Particular.

·        Ali se manifestam a Palavra e a Eucaristia.

·        A Igreja Particular é totalmente Igreja, mas não toda a Igreja.

·        Ela deve se renovar sempre na vida e ardor missionário.

·        Toda a diocese é chamada a ser "comunidade missionária".

·        É chamada a sair em busca de todos os batizados.

·        Para isto deve ter ação pastoral orgânica, renovada e vigorosa.

·        Na diocese todas as pastorais devem estar em harmonia.

·        Nela sobressaem as paróquias como células vivas.

·        As paróquias devem ser casas e escolas de comunhão.

·        O documento as convoca para uma valente ação renovadora.

·        No terceiro milênio, as paróquias devem ser redes de comunidades.

·        Assim poderem ser Boas Novas da Salvação.

·        Fonte dinâmica do discipulado missionário.

·        Isto exige de nós imaginação e criatividade.

·        No mundo urbano é preciso criar novas estruturas.

·        Convocar e formar leigos missionários.

·        Eles devem atuar como cristãos no mundo complexo.

·        A renovação cristã vem da Eucaristia como fonte.

·        Vem também da vivência de todos os sacramentos.

·        Cada paróquia deve assumir compromisso social.

·        Ao lado do valor da Eucaristia está o valor da Confissão.

·        As CEBs têm sido escolas de formação de cristãos comprometidos.

·        Como células de estruturação, não podem perder a dimensão da fé.

·        São sinais de vitalidade da Igreja Particular.

·        Há também outras formas de experiências comunitárias muito ricas.

·        Ambas não podem perder o vínculo de comunhão.

·        Devem enfrentar os desafios: seitas, desmotivação, secularização etc.

·        Sejam missionários: bispos, presbíteros, párocos, diáconos, leigos e leigas.

·        Religiosos e religiosas. Todos devem motivar a esperança missionária.

·        Temos que reforçar: a experiência religiosa; a vivência comunitária;

·        A formação bíblico-doutrinal; e o compromisso missionário da comunidade.

·        Provocar a unidade com o diálogo ecumênico, fazendo a verdade na caridade.

·        Não perder os laços de unidade com o povo judeu, irmãos maiores na fé.

 

CAP VI - O caminho de formação dos discípulos missionários

 

·        Mostrar Jesus como caminho, verdade e vida e encontro com Ele.

·        Sair do anonimato, não vendo Jesus como fantasma, mas Deus.

·        Fazer da Igreja a nossa casa, com base na Sagrada Escritura.

·        Valorizar o encontro com Jesus na Sagrada Liturgia.

·        Valorizar a Eucaristia como ação litúrgica de crer, celebrar e viver o mistério.

·        Criar a Pastoral do Domingo dando a ela prioridade nas pastorais.

·        Incentivar a confissão sacramental, a oração pessoal e comunitária.

·        Dar especial atenção aos pobres, aflitos e enfermos.

·        Não perder de vista a fidelidade à Igreja e a Jesus Cristo.

·        A religiosidade popular é um precioso tesouro da Igreja Católica.

·        A piedade popular é imprescindível ponto de partida para avivar a fé.

·        A mística popular é rico potencial de santidade e de justiça social.

·        Ali está um rico sentido da transcendência e de sabedoria sobrenatural.

·        É maneira legítima de vivência da fé e poderosa confissão do Deus vivo.

·        Está também a ternura e o amor de Deus no rosto de Maria.

·        Maria é vista como a figura da mulher mais perfeita do Senhor.

·        Ela coopera e confere "alma" e ternura à convivência familiar.

·        É a grande missionária e seguidora mais radical de Jesus Cristo.

·        Os apóstolos e os santos marcaram nossa espiritualidade e estilo de vida.

·        Hoje dependemos de boa formação para uma Igreja missionária.

·        Formação integral para o encontro com Jesus Cristo, para a conversão.

·        Formação também para o discipulado, a comunhão e para a missão.

·        A formação deve ter diversas dimensões: humana e comunitária.

·        Ainda, espiritual, intelectual, pastoral e missionária.

·        A ação hoje deve ser no diálogo, transformando a sociedade.

·        Para isto é preciso de uma espiritualidade da ação missionária.

·        Isto supõe um encontro pessoas com Jesus Cristo na Eucaristia.

·        A modalidade de catequese paroquial precisa ser mudada.

·        A identidade católica deve ser mais pessoal e fundamentada.

·        O itinerário catequético precisa ser permanente, orgânico e progressivo.

·        Os lugares principais de formação são a família, a paróquia.

·        Também as pequenas comunidades eclesiais, os movimentos.

·        As novas comunidades, os Seminários e Casas de Formação.

·        A Educação Católica deve ser lugar privilegiado de formação integral.

·        Na formação, destacar a dimensão ética e religiosa da cultura.

·        Deve garantir a relação entre fé e vida no projeto do ser humano.

·        A Educação Católica deve ser formadora de discípulos missionários.

·        O Estado deve manter um ensino de qualidade no aspecto humano.

·        As Universidades Católicas devem ajudar na formação cristã.

 

III PARTE - A vida de Jesus Cristo para nossos povos

 

CAP VII - A missão dos discípulos a serviço da vida plena

 

·        A Igreja peregrina é missionária por natureza.

·        Os povos têm sede de vida e de felicidade em Cristo.

·        O pecado os faz optar por um caminho de morte.

·        No Reino de vida Jesus inclui a todas as pessoas, porque ama a todos.

·        Sua ação começa no batismo e chega à ressurreição final.

·        A vida corruptível, na comunhão fraterna e justa torna-se incorruptível.

·        A missão exige oferta da vida toda para conseguir vida mais digna.

·        Cada comunidade deve se transformar em centro de irradiação da vida de Cristo.

·        A fecundidade vai depender do seguimento das atitudes do Mestre.

·        É preciso navegar mar a dentre em busca de pesca abundante.

·        Todos somos chamados a uma profunda conversão pastoral.

·        No espírito de comunhão e participação, ter atitudes de abertura e diálogo.

·        As primitivas comunidades eclesiais são exemplo paradigmático de renovação.

·        Ir além de uma pastoral de mera conservação para uma ação missionária.

·        É importante o voluntariado missionário com dignidade e solidariedade.

·        Sabemos da ação do Espírito Santo nas missões através de sinais.

 

CAP VIII - Reino de Deus e promoção da dignidade humana

 

·        Jesus Cristo é a resposta total sobre a vida.

·        Ele é a força transformadora do Reino de Deus.

·        A vivência das bem-aventuranças é sinal da presença de Deus.

·        É necessário criar possibilidades de vida para todos.

·        Para isto é preciso buscar a verdadeira justiça social.

·        Tudo supõe dar testemunho do amor a Deus e ao próximo.

·        Temos o perigo dos ídolos do poder, do ter e do prazer.

·        Há o perigo da pessoa ser sacrificada por causa desses ídolos.

·        Pelo amor Deus deu a todos uma dignidade infinita.

·        O sentido, a fecundidade e a dignidade se encontram em Deus.

·        Para isto precisamos proclamar a verdade sobre o ser humano.

·        A opção pelos pobres é a marca da fisionomia da Igreja.

·        Isto está implícito na fé cristológica.

·        O rosto sofredor dos pobres é o rosto sofredor de Cristo.

·        A solidariedade deve provocar opções e gestos concretos.

·        A Igreja deve ser advogada da justiça e defensora dos pobres.

·        Evitemos a contaminação do consumismo individualista.

·        O Evangelho é de promoção e libertação total.

·        Implica renovar os esforços na pastoral social.

·        A globalização cria novos rostos pobres (n. 402).

·        Eles devem ser atendidos reconhecendo aí a presença de Deus.

·        Os cristãos sejam sensibilizados pelas questões sociais.

·        Elaborar políticas que dêem atenção aos pobres.

·        Políticas inclusivas de todos os marginalizados.

·        Na prática, aí está a opção pela vida, agindo como samaritanos.

·        É fundamental a pastoral da saúde e a visita aos doentes.

·        Dar especial atenção à pastoral de HIV Aids.

·        A Igreja não pode ficar indiferente diante do flagelo da droga.

·        Sua tarefa é de prevenção, acompanhamento e apoio (n. 422).

·        Luta frontal contra o consumo e tráfico de drogas.

·        A droga escraviza e gera situações precárias de vida.

·        A corrupção se faz presente nesta esfera da sociedade.

·        Gente de poder faz uso ilegítimo de suas funções pelas drogas.

·        Há na Igreja muitas comunidades terapêuticas como ajuda.

·        A violência induz à criminalidade e à delinqüência.

·        O Estado deve olhar para o sistema de justiça e função ética.

·        Deve-se fortalecer a Pastoral Penitenciária.

·        Dar prioridade às equipes de Direitos Humanos.

 

CAP IX - Família, pessoas e vida

 

·        A família vem sendo afetada na nova cultura.

·        Ela é aliança de fecundidade no amor de Deus.

·        É imagem de Deus fundamentada na Trindade Santa.

·        A família é um dos eixos transversais da pastoral da Igreja.

·        Deve ser defendida e protegida pelos agentes da saúde.

·        É incompatível a Eucaristia com ações de aborto e eutanásia.

·        Ações de apoio e tutela da família no n. 437.

·        As crianças merecem especial atenção na pastoral da Igreja.

·        Não ficar indiferente diante do sofrimento das crianças (n. 439).

·        São sugeridas algumas orientações pastorais no n. 441.

·        Os adolescentes não são crianças e nem jovens.

·        Facilmente podem ser vítimas de falsos líderes.

·        A pastoral deve atendê-los na sua fé e na perseverança.

·        Jovens e adolescentes são um enorme potencial para a Igreja.

·        Preocupação com os jovens: pobreza, forma de socialização e permeabilidade.

·        Uma educação de baixa qualidade, descompromisso político e fobia virtual.

·        Algumas linhas de ação com a juventude no número 446.

·        Muitos anciãos são esquecidos e descuidados pela sociedade.

·        Eles não são peso ou carga para as famílias.

·        Há necessidade de políticas sociais justas e solidárias.

·        Somos comunidades de iguais na diferença.

·        A figura de Maria recupera a identidade da mulher.

·        Mulher e homem, reciprocidade e colaboração mútuas.

·        É preciso superar a discriminação contra a mulher.

·        Elas são a maioria em nossas comunidades.

·        Favorecer o desenvolvimento de sua identidade.

·        Algumas ações pastoras no nº 458.

·        O homem deve ocupar o seu lugar na construção da história.

·        Deve sentir-se enviado pela Igreja como vocacionado.

·        Muitos à margem dos compromissos e ficam vulneráveis.

·        Ações pastorais no nº 463.

·        O ser humano possui altíssima dignidade.

·        Na defesa da vida, dialogar fé, razão e ciência.

·        As questões éticas e a bioética serem iluminadas pelo Evangelho.

·        Práticas abortivas são crimes abomináveis.

·        O mesmo a eutanásia, manipulação genética e embrionária.

·        Paz, fraternidade, vida não se encontram nos ídolos do lucro.

·        Ações concretas como proposta no nº 469.

·        A natureza é dom gratuito que deve ser preservado.

·        Despertar em todos a responsabilidade ecológica.

·        O modelo econômico não leva em conta a natureza.

·        Sustenta uma industrialização selvagem e destruidora.

·        Há propostas e orientações no nº 474.

·        Criar consciência sobre a importância da América.

 

CAP X - Nossos Povos e a Cultura

 

·        A cultura é patrimônio comum dos povos.

·        É a forma de relacionamento das pessoas e a natureza.

·        América e Caribe são ricos em culturas.

·        É na raiz das culturas que acontece a salvação.

·        Há o encontro da fé com as culturas para purificá-las.

·        A Igreja tem sido criadora e animadora de cultura.

·        Há luzes e sombras, com a emergência da subjetividade.

·        Na globalização emerge o individualismo.

·        Domina o relativismo ético e a crise da família.

·        A pessoa humana precisa ser o centro da cultura.

·        Anunciar isto é ter coragem e espírito profético.

·        A fé precisa gerar modelos culturais alternativos.

·        A educação escolar deve ter abertura ao transcendente.

·        Crianças, adolescentes e jovens têm direito aos valores morais.

·        Sejam valorizados os professores de religião nas escolas públicas.

·        Domina hoje a linguagem midiática da cultura.

·        O anúncio da palavra não pode prescindir dos meios.

·        Ação na formação de comunicadores no nº 486.

·        A internet ajuda no avançar para as águas mais profundas (Lc 5,4).

·        É um meio e não um fim em si mesmo.

·        Os meios não substituem as relações pessoais.

·        Os pais devem alertar os filhos sobre o uso dos meios.

·        Os meios de comunicação devem promover a inclusão.

·        Evangelizar os areópagos, o centro de decisão, a cultura.

·        Evangelizar empresários, políticos, formadores de opinião, dirigentes.

·        A fé é racional, não havendo incompatibilidade entre fé e ciência.

·        Comunicar os valores do evangelho de maneira positiva e propositiva.

·        Propostas de ação no nº 497.

·        Utilizar a arte na catequese e nas diversas pastorais.

·        Na vida política há uma notável ausência de voz católica.

·        Domina uma falta de convicções éticas e religiosas.

·        Muita agressão à vida, exclusão social, corrupção etc.

·        Vivemos o laicismo exacerbado e o relativismo ético.

·        Eles se apresentam como fundamento da democracia.

·        Refutam a ação da Igreja preocupada com o bem comum dos povos.

·        Os leigos devem atuar como fermento na massa.

·        Sejam formados na Doutrina Social da Igreja.

·        Os políticos precisam ter integridade moral.

·        Há uma endemia de corrupção e interesses pessoais.

·        As grandes cidades são laboratórios de novas culturas.

·        São complexas transformações que vão se impondo.

·        A cidade é o mundo dos contrários. Ver número 512.

·        É da cidade que a Igreja expandiu sua evangelização.

·        Isso pode acontecer a partir das cidades de hoje.

·        Há atitudes de medo e tendência ao fechamento.

·        O mundo da violência não nos pode impedir de agir.

·        A cidade é lugar de liberdade e de oportunidades.

·        No projeto de Deus, Jesus fez novas todas as coisas (Ap 21,5).

·        É a construção da cidade eterna, a nova Jerusalém.

·        O Documento sugere uma nova pastoral urbana, nº 517.

·        Sugestões para os discípulos missionários, nº 518.

·        Aspiramos uma AL e Caribenha unida, reconciliada e integrada.

·        Devem enfrentar juntos os diversos problemas.

·        A Igreja deve ser sacramento de unidade dos povos.

·        As sementes do Verbo estão presentes na cultura da América.

·        A Igreja se faz solidária aos afro-americanos.

·        Apóia o diálogo entre cultura negra e fé cristã e suas lutas.

·        Cada pátria deve ser casa de irmãos com casa e dignidade.

·        A AL e o Caribe devem abrir caminhos para a civilização do amor.

·        Ser continente da esperança, do amor, da vida e da paz.

·        Novas estruturas dependem de homens e mulheres novos.

·        Levar em consideração o princípio da subsidiariedade.

·        A cultura do compartilhar deve superar a do acumular egoísta.

·        Discípulos missionários devem ser construtores da paz.

·        Tudo depende da restauração da justiça e da reconciliação.

 

CONCLUSÃO

 

·          A Igreja é apresentada como mistério de comunhão.

·          A Conferência desperta um grande impulso missionário.

·          Não podemos ficar tranqüilos em nossos templos.

·          Urge sair para evangelizar a todos e em todos os lugares.

·          Valorizar a riqueza da religiosidade popular.

·          Todos nós temos que recomeçar a partir de Jesus Cristo.

·          O povo precisa sentir a proximidade da Igreja.

·          A Igreja precisa estar em estado permanente de missão.

·          Despertar audácia apostólica, com alegria e coragem.

·          Não tristes, desalentados, impacientes ou ansiosos.

·          Guiados por Maria, fixemos os olhares em Jesus Cristo.

·          Termina com o texto de Lc 24, 29, "Fica, Senhor, conosco".

 

 

Dom Paulo Mendes Peixoto

Bispo de São josé do Rio Preto

 

 


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