"Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro, o louvor e a honra, a glória e o poder para sempre". - Ap 5,13  
 
Mistérios Doloroso
Primeiro Mistério Doloroso

A AGONIA DE JESUS NO HORTO DAS OLIVEIRAS

Conforme o seu costume, Jesus saiu dali e dirigiu-se para o monte das Oliveiras, seguido dos seus discípulos. Ao chegar àquele lugar, disse-lhes: Orai para que não caiais em tentação. Depois se afastou deles à distância de um tiro de pedra e, ajoelhando-se, orava: Pai, se é de teu agrado, afasta de mim este cálice! Não se faça, todavia, a minha vontade, mas sim a tua. Apareceu-lhe então um anjo do céu para confortá-lo. Ele entrou em agonia e orava ainda com mais instância, e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra. Depois de ter rezado, levantou-se, foi ter com os discípulos e achou-os adormecidos de tristeza. Disse-lhes: Por que dormis? Levantai-vos, orai, para não cairdes em tentação (Lc 22, 39-46).

A primogênita de todas as criaturas, a síntese da ordem do universo, a Mãe da Sabedoria, não foi capaz de imaginar como seria possível realizar-se nEla a Encarnação do Verbo. "A Deus nenhuma coisa é impossível" disse-lhe o Anjo. De um lado a humildade perfeitíssima de uma Virgem, de outro o poder absoluto de Deus. A onipotência se deixa atrair pela despretensão.
Por este Mistério, peçamos por intercessão da Santíssima Virgem que seja infundido em nossa alma o mesmo dom de humildade que Ela possui, e uma inteira confiança na onipotência divina.
(Pausa para meditação)

Pai-Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó meu Jesus...
Graças do Mistério da Agonia no Horto das Oliveiras, descei em nossas almas. Amém.
 
Segundo Mistério Doloroso
A FLAGELAÇÃO DE JESUS

Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Jesus respondeu: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? Disse Pilatos: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste? Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo. Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. E para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz. Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade?... Falando isso, saiu de novo, foi ter com os judeus e disse-lhes: Não acho nele crime algum. Pilatos mandou então flagelar Jesus (Jo 18, 33-40; 19, 1).

Esta é a atitude freqüente de todos os que buscam uma posição neutra entre o Bem e o mal: em situação crítica, preferem de certa maneira, sacrificar algo do Bem, em busca de um abrandamento do mal. Como em Jesus, Pilatos não encontrava crime algum, mandou-O flagelar.
Por este Mistério, peçamos por intercessão da Santíssima Virgem a graça de sempre atender com entusiasmo e perfeição aos chamados de Deus, a fim de que não sigamos jamais o exemplo de Pilatos, mandando flagelar Jesus.
(Pausa para meditação)

Tão logo ali ressoou a voz da Mãe do Verbo Encarnado, toda a família do Batista se viu cumulada de graças e bênçãos celestiais, numa primeira manifestação da inesgotável riqueza de benefícios e misericórdias que Jesus trazia ao mundo.
Por este Mistério, peçamos por intercessão da Santíssima Virgem a graça de estar sempre atentos à voz de Maria em nosso interior, e de uma ardente caridade para com nosso próximo.
(Pausa para meditação)

Pai-Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó meu Jesus...
Graças do Mistério da Flagelação, descei em nossas almas. Amém

 
Terceiro Mistério Doloroso

A COROAÇÃO DE ESPINHOS DE JESUS

Rei e Deus verdadeiro, Jesus, depois de ter seu sacratíssimo corpo lacerado pelos açoites dos algozes, sofreu na sua fronte adorável o tormento dos espinhos. Esse suplício, de si tão doloroso, foi acompanhado de outros, como bofetadas, escarros, sarcasmos e blasfêmias dos soldados, segundo atestam os evangelistas:
Os soldados conduziram-no ao interior do pátio, isto é, ao pretório, onde convocaram toda a coorte. Vestiram Jesus de púrpura, teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na sua cabeça. E começaram a saudá-lo: Salve, rei dos judeus! Davam-lhe na cabeça com uma vara, cuspiam nele e punham-se de joelhos como para homenageá-lo. Depois de terem escarnecido dele, tiraram-lhe a púrpura, deram-lhe de novo as vestes e conduziram-no fora para o crucificar (Mc 15, 16-20).

Por este Mistério, peçamos por intercessão da Santíssima Virgem a graça de suportar com humildade e resignação as injúrias e ofensas, ainda que injustas, mantendo sempre - como Jesus - um alto senso de nossa dignidade.
(Pausa para meditação)

Pai-Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó meu Jesus...
Graças do Mistério da Coroação de Espinhos, descei em nossas almas. Amém.

 
Quarto Mistério Doloroso

JESUS A CAMINHO DO CALVÁRIO, LEVANDO A CRUZ ÀS COSTAS

Enquanto o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus. Seguia-o uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e o lamentavam. Voltando-se para elas, Jesus disse: Filhas de Jerusalém, não choreis sobre mim, mas chorai sobre vós mesmas e sobre vossos filhos. Porque virão dias em que se dirá: Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram! Então dirão aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri-nos! Porque, se eles fazem isto ao lenho verde, que acontecerá ao seco? Eram conduzidos ao mesmo tempo dois malfeitores para serem mortos com Jesus (Lc 23, 26-32).

Nosso Senhor Jesus Cristo, logo depois de conde-nado por Pilatos, tomou a cruz sobre os ombros para levá-la ao Calvário e nela morrer crucificado. Ele a carregou sem manifestar repugnância alguma. Antes, abraçou-a com amor indizível, porque desejava arvorar bem alto o estandarte sob o qual haveriam de se alistar seus seguidores neste Terra. Sob o peso dela, Jesus alcançava nossa salvação; e com seu exemplo, dava-nos forças para abraçarmos nossa própria cruz, e assim vencermos as provas desta vida. E através da cruz que, com Ele, compartilharemos de-pois o Reino dos Céus.
Por este Mistério, peçamos por intercessão da Santíssima Virgem a paciência, a coragem e a fortaleza necessárias para carregarmos todas as nossas cruzes.
(Pausa para meditação)


Pai-Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó meu Jesus...
Graças do Mistério do Caminho do Calvário, descei em nossas almas. Amém.

 
Quinto Mistério Doloroso

A CRUCIFIXÃO E MORTE DE JESUS

Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa. Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse: Tenho sede. Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca. Havendo Jesus tomado do vinagre, disse: Tudo está consumado. Inclinou a cabeça e rendeu o espírito (Jo 19, 25-30).

Eis a grandeza e o mistério de um Deus que se faz Homem e permite ser morto na cruz para redimir o gênero humano. Um só gesto seu seria suficiente para tal, entretanto preferiu entregar até a última gota de seu preciosismo sangue.
E que devemos fazer nós para retribuir tão divina bondade? Se "amor com amor se paga", só mesmo com um amor sem limites e exclusivo por Jesus e sua Mãe Santíssima, seremos justos para com nosso Salvador.
Por este Mistério, peçamos por intercessão da Santíssima Virgem a graça da conversão dos peca-dores, a perseverança dos justos e o alívio das almas do Purgatório.
(Pausa para meditação)


Pai-Nosso, 10 Ave-Marias, Glória, Ó meu Jesus...
Graças do Mistério da Crucifixão e Morte de Jesus, descei em nossas almas. Amém.


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