"Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro, o louvor e a honra, a glória e o poder para sempre". - Ap 5,13  
 

O ESTADO DO VATICANO

Dados gerais: Residência do Papa e sede da Igreja Católica
Nome oficial: Estado da Cidade do Vaticano
Capital: Vaticano
Fundação: 17 fevereiro 1929 (Tratado de Latrão)
Data nacional: 22 de outubro (posse de João Paulo II)
Geografia /localização: Roma, capital da Itália.
Área: 0,44 km2
Clima: Mediterrâneo
População: 870 (julho 1999).
Idiomas: italiano e latim (oficiais)
Densidade: 1.818,18 hab./km2.
Religião: Cristianismo (católicos)
Governo: Papado vitalício (escolhido por cardeais com menos de 80 anos)
Chefe de Estado: Papa João Paulo II (desde 1978)
Divisão administrativa: Santa Sé (órgão supremo da Igreja Católica)
Legislativo: Comissão Pontifícia.
Constituição: Constituição Apostólica
Economia/Moeda: Euro
Fontes de renda: Óbulo de São Pedro (donativos), Instituto per le Opere di Religione (Banco do Vaticano) e administração do Patrimônio
Relações Diplomáticas: 175 países
Transportes: 862 metros de ferrovias
Comunicações: Rádio, jornal, televisão e telefone
Defesa: Guarda suíça.


O País

Sede da Igreja Católica e residência oficial do papa, o Vaticano é o menor país do mundo, com 0,44 km2, menos de meio quilômetro quadrado. É 140 vezes menor que a menor República do mundo, a de San Marino.
Seu território resume-se a um enorme quarteirão encravado no coração de Roma, a capital da Itália. A largura máxima do território chega tão somente a 1.045 metros. O pequeno Estado tem 20 pátios, 1,4 mil moradias, e menos de mil habitantes de diferentes nacionalidades (ninguém nasceu no Vaticano, apenas moram no local) entre membros da Igreja e da seleta guarda suíça. O país tem seu próprio jornal, banco, moeda, selos, ferrovia, estação de rádio e televisão. É o que restou dos Estados Pontifícios, suprimidos com a unificação italiana no século XIX.

Diariamente, milhares de turistas lotam o pequeno Estado. Além das práticas religiosas, existe o interesse pelo conhecimento do acervo das obras de arte, reunido nos Museus do Vaticano. O ponto alto da visita são os afrescos com cenas do Velho Testamento, pintados por Michelangelo no teto da Capela Sistina. Também é obra do artista o domo da monumental Basílica de São Pedro, a principal igreja do mundo cristão, de onde o papa abençoa os fiéis aos domingos e em cerimônias especiais, como Natal e Páscoa. Nas galerias do palácio vaticano encontram-se os afrescos do pintor Rafaello. As duas colunatas semicirculares da praça São Pedro, obra do arquiteto Gian Lorenzo Bernini, dominam a vista do alto da basílica. O Vaticano mantém-se com donativos, investimentos de capital e a renda obtida com o turismo.


História

Durante quase mil anos, desde o Império de Carlos Magno (século IX), os papas reinam na maioria dos Estados da península Itálica, inclusive na cidade de Roma. A unificação da Itália, no final do século XIX, absorve os Estados pontifícios. Em 1870, as tropas do rei Vittorio Emmanuel II entram em Roma e anexam a cidade. O papado não reconhece a nova situação e se considera prisioneiro. A questão só seria resolvida em 1929, quando o ditador italiano Benito Mussolini e o Papa Pio XI assinam o Tratado de Latrão e o de Concordata. Foi firmado o "status" político e a inviolabilidade territorial do Vaticano, e a neutralidade política e militar do papa, exercendo poderes absoluto em seu Estado, auxiliado sobretudo por uma comissão pontifícia. A partir de 1978, desfazendo parte do Tratado, o catolicismo deixou de ser religião oficial da Itália.


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