"Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro, o louvor e a honra, a glória e o poder para sempre". - Ap 5,13  
 

BASÍLICA DE SÃO PEDRO



A basílica de São Pedro é o maior templo da cristandade. Encontra-se situada à margem direita do Tibre, dentro da Cidade do Vaticano. A Basílica primitiva com cinco naves e consagrada no ano de 326 foi construída pelo desejo do imperador Constantino sobre o túmulo do apóstolo São Pedro. Mesmo antes do fim do império, no ano de 476, os romanos começaram a se estabelecer nos arredores da basílica, aproveitando os antigos e gloriosos restos do Império Romano.

Por guardar as relíquias de São Pedro, a basílica tornou-se um centro de peregrinação, porque é um local sagrado para os católicos. No transcorrer do tempo, ela enriqueceu-se com novos relicários, como também com uma profusão de decorações de estilo bizantino, românico e gótico. Entre os anos de 1100 e 1200, a fachada do templo e seu interior foram decorados com afrescos e mosaicos. Em 1330, Giotto e outros artistas de sua escola, realizaram o mosaico da nave lateral e o políptico do altar maior.

Em meados do século XV, o Papa Nicolau V decidiu reestruturá-la e confiou tal tarefa (1452) a Bernardo Rosselino. Após o falecimento do pontífice, no ano de 1455, as obras foram interrompidas quase por completo até o período do Papa Julio II, que as colocou nas mãos de Bramante. Este recebeu o título de mestre das ruínas, ao demolir por completo a antiga igreja e a construção edificada por Rosselino.

Em 18 de abril de 1506, pôs-se em marcha a construção da nova basílica, concebida por Bramante com uma planta em forma de cruz grega e uma grande cúpula central. No entanto, até a sua morte, em 1514, só havia conseguido edificar os quatro pilares centrais com seus relativos arcos de união. Estes últimos condicionaram todas as sucessivas intervenções.

Rafael foi o encarregado de prosseguir com os trabalhos. Deixou de lado a arquitetura central de Bramante e pôs em marcha um majestoso projeto, com uma planta em forma de cruz latina. Rafael faleceu em 1520, mas sua obra foi continuada por Antonio de Sangallo.

A partir de 1547, as obras passaram a estar sob a direção de Michelangelo Buonarotti, que voltou a adotar a concepção da planta central de Bramante ao imaginar a basílica como um templo ilhado no meio de uma praça. Michelangelo morreu sem terminar a cúpula concebida por Buonarroti, sobre a qual Giacomo della Porta e Domenico Fontana ergueram em 1588-1589.

A partir de 1607, Carlo Maderno completou definitivamente a obra, transformando, por desejo de Paulo V, a planta de cruz grega em outra de cruz latina, na qual acrescentou três arcadas e o pórtico da entrada e realizou a fachada. Terminada em 1612, a basílica foi consagrada por Urbano VIII no ano de 1626.

Atualmente, tem uma extensão de 186 metros, uma superfície de 15.160 metros quadrados, e a altura de sua cúpula é de 119 metros. Deve ser destacado, ainda assim, o baldaquino de bronze com as quatro maravilhosas colunas em espiral, obra também de Bernini, a Pietá, de Michelangelo, e cinco portas que se somam à fachada sob a galeria das Bênçãos. Uma cruz designa essa Porta Santa. Essa mesma Porta Santa que foi aberta com uma solene cerimônia no Grande Jubileu de 2000.


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